Gestão de Risco de IFs · Risco climático

Quando a enchente chega ao banco

Uma cheia no Vale do Rio Claro, região fictícia onde o banco tem agências, um data center e boa parte da carteira de crédito. O mesmo evento bate duas vezes: na operação e no crédito. Na última aba, isso muda o tamanho da cauda.

O rio sobe. Agências na várzea alagam, o data center fica numa cota de 1 m e para se a água passar dela, e as pessoas não conseguem trabalhar. Tudo isso é perda operacional direta.

ÁguaAlagado / paradoSecoSite de contingência
Dano físico às agências
Sistemas fora do ar
Custo da interrupção + pessoas
Perda operacional do evento

🔍 O que está acontecendo

Os clientes da região também foram atingidos: lojas fechadas, lavouras perdidas, imóveis danificados. A PD sobe e a garantia vale menos (LGD sobe). A cheia é a mesma da aba ①.

Tomador adimplenteInadimplente antes da cheiaInadimplente por causa da cheia
PD da região
LGD da região
Perda de crédito adicional
Perda total do evento
A mesma cheia custa
Perda operacional (aba ①)Perda de crédito

🔍 O que está acontecendo

Cenários climáticos mudam duas coisas: quantas cheias acontecem por ano e quão altas elas são. O que hoje é a "cheia de 100 anos" pode virar a cheia de uma década.

Clima atual+2 °C+4 °C
Frequência de cheias
Cheia de 2 m ou mais
Chance de ≥ 1 cheia em 10 anos
Perda de uma cheia típica

🔍 O que está acontecendo

Monte Carlo de 10.000 anos com o cenário e os controles das abas ① a ③. Integrado: cada cheia gera perda operacional e de crédito no mesmo ano. Em silos: risco operacional e risco de crédito modelam suas cheias separadamente, como se fossem independentes.

Integrado (mesmo evento)Em silos (independentes)
Perda esperada / ano (iguais nos dois)
VaR 99,9% integrado
VaR 99,9% em silos
Subestimação da cauda em silos

🔍 O que está acontecendo